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A importância da
reciclagem para o clima do planeta
Os produtos
alimentícios, materiais de embalagem e bens de consumo
em geral consomem combustíveis fósseis e energia
elétrica em seus ciclos de vida (durante a fabricação, o
transporte etc.), aos quais estão sempre associadas
emissões de gases de efeito estufa. Embora 93% do
fornecimento de energia no Brasil seja feito por usinas
hidrelétricas (que, se bem planejadas, não contribuem
para o efeito estufa), os 7% restantes são gerados em
termelétricas que utilizam combustíveis fósseis e emitem
dióxido de carbono (CO2) e outros gases. A reciclagem
deve ser vista como uma forte aliada para minimizar
nossa influência nas mudanças climáticas, uma vez que
permite a redução do uso de recursos naturais e evita as
emissões associadas à fabricação das
matérias-primas.
Como se dá o impacto da
reciclagem
A reciclagem diminui a
necessidade de exploração dos recursos naturais,
"economiza" inúmeras etapas de produção e transporte
(bens naturais, matérias-primas, materiais etc.) que
geram emissões e contribuem para a mudança climática e
reduz a disposição final, tanto de resíduos inertes
(constituintes de embalagens como plástico, alumínio,
aço, vidro etc.) quanto de restos de alimentos que,
sendo biodegradáveis, também |
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contribuem para o efeito
estufa. No caso do alumínio, por exemplo, a reciclagem
elimina uma etapa de alto consumo de energia: a
transformação do minério em matéria-prima, diminuindo as
emissões de gases.
Sua contribuição em
números
Em todos os trabalhos de
Avaliação de Ciclo de Vida que o CETEA realiza há mais
de dez anos, o indicador ambiental de mudanças
climáticas (aquecimento global devido às emissões de
dióxido de carbono e metano, por exemplo) é tratado
profundamente.
Esse é o caso do
comparativo da produção de uma tonelada de latas de
alumínio a partir de latas recicladas e de alumínio
primário. Considerando todo o ciclo de vida da lata,
esse estudo constatou que a reciclagem reduziu em
aproximadamente 65% as emissões de metano e em torno de
80% as de dióxido de carbono.
Segundo dados do IBGE, o
Brasil coleta 140 mil toneladas de “lixo” diariamente.
Se assumirmos que cerca de 75% desse “lixo” (orgânicos +
celulósicos) é fonte de carbono que poderia se
biodegradar “totalmente”, transformando-se em emissões
de dióxido de carbono, teríamos algo em torno de 228
milhões de toneladas de CO2 por ano sendo emitidas
devido ao desperdício de produtos, tanto de alimentos em
função de manuseio inadequado quanto da não reciclagem
de materiais como os
celulósicos. |
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| O Brasil no panorama internacional
da reciclagem |
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Mais uma vez, o
Cempre apresenta o quadro da reciclagem no
Brasil em comparação com outros países.
“Os dados mostram
que o Brasil continua se empenhando para
aprimorar a reciclagem e, por isso, seu
desempenho já é bem superior para alguns tipos
de resíduos”, avalia André Vilhena, diretor do
Cempre.
Confira os
números.

*1 Cempre (2005), *2Eurostat
(2005), *3Warmer Bulletin (set/06), *4US
Environmental Protection Agency (2005),
*5Coordenação Ecológica Área Metropolitana
Sociedade do Estado/Ceamse (2005); *6Thailand
Institute of Packaging Management for
Sustainable Environment/TIPMSE (2004)
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O índice nacional de 11% de
reciclagem e compostagem de resíduos sólidos
urbanos está acima da República Tcheca,
Portugal, Argentina, Colômbia e Hungria e chega
perto do Reino Unido. Em 2005, o volume
reciclado foi de 5,7 milhões de toneladas, 760
mil toneladas a mais do que em 2004. Nesse
total, as participações de alumínio, embalagem
longa vida e papel cresceram, enquanto vidro e
aço tiveram pequenas quedas. |
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*1Cempre,
*2US Environmental Protection
Agency |
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O Brasil, a exemplo de países
europeus como República Tcheca, Espanha, França,
Portugal e Suécia, tem apostado no
desenvolvimento de embalagens mais leves que
resultem em menos resíduos, na diminuição dos
componentes das embalagens e no aumento da
eficiência dos sistemas de coleta seletiva para
desenvolvimento do mercado de recicláveis. Vêm
sendo feitos também investimentos significativos
em pesquisa e tecnologia para aprimoramento da
reciclagem. |

*1Cempre (2005),
*2Recycling International (dez/06), *3Pro Europe
2006-2007, *4US Environmental Protection Agency
(2005), *5APEAL – the Association of European
Producers of Steel (2006)
O índice
brasileiro vem crescendo e já supera o de
Portugal. Na Europa, de acordo com o APEAL – the
Association of European Producers of Steel, o
índice de reciclagem de embalagens de aço em
2006 foi de 63%. Essa análise engloba 30 países
e o maior crescimento ocorreu na Bélgica. Um
fator chave para esse sucesso é a inserção do
aço (na forma de latas de alimentos, bebidas,
aerossóis etc.) nos sistemas de coleta doméstica
porta a porta.

*1Cempre (2005), *2Pro Europe
(2006-2007), *3US Environmental Protection
Agency (2005), *4Valpak/Pro Europe (2006),
*5Associação Brasileira do Alumínio/Abal (2005)
e Abralatas
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O Brasil desponta na frente
de muitos países industrializados e também da
Argentina. De acordo com o levantamento da
revista Recycling International (de setembro de
2006), a Europa Ocidental – inclui nações como
Áustria, Portugal, Irlanda e Reino Unido -
reciclou 52% de suas latas de alumínio (o
equivalente a 25 bilhões de latas). A maioria
dos países conseguiu um pequeno aumento na
reciclagem, sendo que os maiores saltos ficaram
com a Áustria e Portugal. |
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*1Plastivida (2005), *2Pro
Europe 2006-2007, *3US Environmental Protection
Agency (2005)
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O Brasil é um dos maiores
recicladores de PET do mundo – em 2005, reciclou
174 mil toneladas. A revista Recycling
International (de outubro de 2006) noticiou que
a Europa recuperou 790 mil toneladas de PET no
mesmo período. A Alemanha comandou o crescimento
e outros bons níveis ficaram com a Polônia e a
França. Apesar da ampla capacidade de reciclagem
de PET na Alemanha e países vizinhos, mais de
100 mil toneladas de garrafas recolhidas pelo
varejo alemão só foram recicladas na China. Vale
informar que 57% dessas embalagens PET são
transformadas em fibra de poliéster. |
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*1Cempre (2005), *2Associação
Brasileira da Indústria do PET/Abipet
(2004), *3Associação Brasileira da Indústria
do PET/Abipet (2005), *4Recycling International
(out/06)
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*1Cempre (2005), *2Associação
Brasileira de Celulose e Papel/Bracelpa (2006),
*3Pro Europe 2006-2007, *4US Environmental
Protection Agency (2005)
O Brasil supera o
índice de reciclagem de papelão dos Estados
Unidos e de diversos outros países na reciclagem
de papel, sem contar que tem espaço para atingir
os níveis dos países europeus que são os
campeões globais na reciclagem de papel. De
acordo com dados da Recycling International (de
outubro de 2006), na Europa, um esforço de 12
setores já trabalha para atingir um índice de
66% até 2010. Mais da metade dos papéis usados
pelos europeus é produzida a partir de papel
reciclado. As fábricas chinesas de papel são
importantes compradoras. O consumo das fibras de
papel divide-se principalmente entre: China
(31%), Europa Ocidental (25%) e América do Norte
(21%). No setor de papelão, os Estados Unidos
reciclaram 24,7 milhões de toneladas em 2005,
enquanto o Brasil reaproveitou 2,24 milhões de
toneladas para o consumo aparente de 2,89
milhões de toneladas, o que explica a taxa de
77,4%.

*1Cempre (2005),
*2Pro Europe 2006-2007, *3US Environmental
Protection Agency (2005)
O Brasil se mantém
em um nível intermediário comparado com França,
República Tcheca, Noruega, Suécia e Alemanha,
mas, ainda assim, se posiciona melhor do que
Portugal, Estados Unidos e Polônia. A Suécia tem
investido em novas aplicações para o vidro
reciclável.
 *Tetra
Pak 2006 |
OBrasil reciclou no ano
passado 46 mil toneladas de embalagens longa
vida pós-consumo. Por sinal, o país deu um
grande impulso para a reciclagem desse material
ao desenvolver uma tecnologia que trabalha com o
processamento composto de plástico e alumínio em
um forno de plasma. A primeira experiência
ocorreu em Piracicaba (SP) e deverá ser levada
para Espanha e
Bélgica. |
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Wal-Mart
direciona resíduos para cooperativas
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O
Wal-Mart está promovendo um importante avanço em
sua parceria com a Cooperativa de Catadores
Agentes Ecológicos de Canabrava (CAEC), na
Bahia. Além de instalar postos de coleta
seletiva para os clientes, o Instituto Wal-Mart
tem investido, desde 2005, no desenvolvimento da
CAEC, em suporte técnico e melhoria de suas
instalações.
Em
fevereiro deste ano, a CAEC passou também a
recolher o resíduo sólido da operação de duas
lojas da rede na capital baiana: Hiper Bompreço
Garibaldi e Bompreço Armação. Diariamente, o papel, o
papelão e o plástico provenientes do
acondicionamento de produtos e de material
informativo são prensados nas próprias lojas e
retirados pela CAEC.
Toda a
operação é feita pela Cooperativa, com o apoio
da incubadora da PANGEA – Centro de Estudos
Sócioambientais. Mas, para que os funcionários
da rede se comprometessem com o sucesso do
projeto, foram realizadas palestras e
distribuídos materiais de divulgação.
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“Trata-se de um projeto totalmente
desenvolvido no Brasil que deverá ter um
importante impacto ambiental e social. A
expectativa é que, em função do grande volume
coletado, sejam gerados pelo menos 150 novos
postos de trabalho na CAEC até o final do ano”,
conta Daniela de Fiori, presidente do Instituto
Wal-Mart.
O
projeto, que deverá ser expandido para todo o
país, já está atraindo a atenção da rede
internacionalmente. Em março, a iniciativa foi
premiada na categoria "Ajudando Pessoas por um
Mundo Melhor" em um encontro mundial sobre
sustentabilidade promovido pelo
Wal-Mart.
 Divulgação
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Preço do material
reciclável* |
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Papelão |
Papel branco |
Latas aço |
Alumínio |
Vidro incolor |
Vidro colorido |
Plástico rígido |
PET |
Plástico filme |
Longa vida |
| Bahia |
| Salvador |
150PL |
350PL |
200PL |
3.600PL |
80 |
40L |
700PL |
630PL |
700PL |
- |
| Pernambuco |
| Recife |
180PL |
220PL |
180PL |
3000Pl |
- |
- |
400L |
130PL |
- |
- |
| Sergipe |
| Aracaju |
120L |
400PL |
250PL |
2.500PL |
30L |
30L |
500L |
300L |
300L |
- |
| Rio
de Janeiro |
| Rio de Janeiro
|
200PL |
400PL |
170PL |
2.800PL |
80L |
50L |
- |
500P |
300PL |
220PL |
| Rio Grande do Sul
|
| Farroupilha |
180PL |
300PL |
170PL |
2.100PL |
200L |
50L |
250PL |
450PL |
150PL |
50PL |
| Porto Alegre
|
200PL |
400PL |
130PL |
2.800PL |
40 |
40 |
500PL |
650PL |
300PL |
50PL |
| São
Paulo |
| S. B. do Campo
|
250PL |
400PL |
300PL |
3.200PL |
130 |
80 |
700P |
750P |
450P |
160P |
| Paulinia |
180PL |
350PL |
260 |
3.700PL |
150L |
- |
850PL |
920PL |
490P |
260P |
| Campinas |
180L |
350L |
280 |
3.500PL |
100 |
100 |
800PL |
800PL |
250PL |
250PL |
P = prensado L = limpo I =
inteiro Un = unidade *preço da tonelada em
real
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Estes
preços de venda dos recicláveis são praticados
por programas de coleta seletiva, sendo a
informação de sua inteira responsabilidade.
Atenção programas de coleta seletiva e
cooperativas: Para providenciarmos a
publicação dos preços recicláveis, solicitamos o
envio de cotações até o dia 15 de cada mês ímpar
do ano (janeiro, março, maio, julho, setembro,
novembro) | | | |
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COMPROMISSO EMPRESARIAL PARA
RECICLAGEM
O Cempre
Informa é uma publicação bimestral do Cempre,
instituição sem fins lucrativos que visa promover a
reciclagem, dentro do conceito de gerenciamento
integrado de resíduos sólidos. O Cempre congrega as
seguintes empresas: Alcoa, Aleris, AmBev, Carrefour,
Coca-Cola, DaimlerChrysler, Gerdau, Klabin, Kraft,
Natura, Nestlé, Nivea, Paraibuna, Pepsico, Philips,
Procter & Gamble, Sadia, SouzaCruz, Suzano,Tetra
Pak, Unilever e Wal-Mart.
Projeto
Editorial: Palavra. Oficina de Textos. Jornalista
responsável: Beth Leites (MTb 20.273/SP). Reportagem
e redação: Ana Paula Fagnoli e Elaine
Cancio. Acompanhamento: Vera Bella.Projeto gráfico:
Marco Storelli. |
Cempre: Rua
Bento de Andrade, nº 126 – Jardim Paulista São
Paulo/SP CEP 04503-000 Tel.: (11)
3889-7806/8564 Fax: (11) 3889-8721
e-mail: cempre@cempre.org.br homepage:
www.cempre.org.br
Os artigos
assinados não expressam necessariamente a opinião do
Cempre. | |
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