
Moldagem Por Injeção
Resumo HistóricoMáquinas de moldagem de injeção para plásticos foram derivadas da moldagem de metais (fundição em moldes). A primeira patente para moldagem por injeção foi concedida nos Estados Unidos, em 1872, a John e Isiah Hyatt que a usaram para moldar celulóide. Em 1878, John Hyatt usou o primeiro molde de múltiplas cavidades. Em 1920, na Alemanha iniciou-se a moldagem por injeção de termoplásticos.
Um maior desenvolvimento ocorreu em 1951, quando William H: Willert (United States) desenvolveu a rosca recíproca para máquinas de moldagem por injeção.
O maior desenvolvimento recente é relativo a aplicação de micro processadores a máquinas injetoras.
O processo de moldagem por injeção consiste essencialmente no amolecimento do material num cilindro aquecido e sua conseqüente injeção em alta pressão para interior de um molde relativamente frio, onde endurece e toma a forma final. O artigo moldado é então expelido do molde por meio dos pinos ejetores, ar comprimido, prato de arranque ou outros equipamentos auxiliares. Comparando-se com a extrusão, a moldagem por injeção apresenta-se como um processo cíclico.
Um ciclo completo consiste das operações seguintes:
- Dosagem do material plástico granulado no cilindro de injeção.
- Fusão do material até a consistência de injeção.
- Injeção do material plástico fundido no molde fechado.
- Resfriamento do material plástico até a solidificação.
- Extração do produto com o molde aberto
Produtos sem defeito e propriedades otimizadas serão obtidos:
- Utilizando-se máquinas injetoras com suficiente capacidade plástica.
- Usando-se moldes bem projetados e bem acabados.
- Controlando-se a uniformidade e constância da temperatura e da pressão de injeção.
- Enchendo rapidamente, de forma racional, as cavidades do molde.
Resfriando a massa plástica das cavidades com os devidos cuidados, afim de evitarem produtos distorcidos ou com tensões internas.
O material plástico, injetado, como todo qualquer outro material, (exceto a água) passando do estado líquido (ou pastoso) para o estado sólido, sofre uma contração volumétrica que pode gerar peças defeituosas.
Pode-se evitar este inconveniente, mantendo-se elevada pressão durante o resfriamento. Tal pressão de sustentação é produzida pelo parafuso da extrusora.
Desta maneira podem-se obter produtos sem defeitos comumente verificados, tais como bolhas e rechupes (defeitos na solidificação do material).
Condições de Moldagem
- A moldagem só pode ser satisfatória se houver observância correta da influência das seguintes variáveis que influem sobre a moldagem por injeção:
- Pressão de injeção: Varia de maneira ampla conforme o tipo de molde ou de máquina.
- Em geral, deve-se procurar o uso do mínimo de pressão, para a obtenção de artigos moldados, livres de defeitos internos e superficiais. Um excesso de pressão provoca, em geral, escape de material pelas juntas.
- Temperatura do cilindro: A temperatura é responsável pela plastificação correta ou não de material, e a temperatura do material depende não só da temperatura do cilindro, como também da velocidade com que o material passa através dele. Um aquecimento uniforme do material depende, em suma, de um correto controle da temperatura do cilindro de aquecimento e do controle rigoroso do tempo e duração do ciclo.
- Tempo do ciclo: Deve ser o mínimo do ponto de vista econômico, porém deve estar também nos limites estabelecidos para a boa qualidade do objeto moldado. A velocidade de injeção é governada fundamentalmente pela viscosidade do material (logo, pela temperatura interna), pela pressão do prato e pelo mínimo de restrições oferecidas ao fluxo de material ao longo de seu caminho.
- Temperatura do molde: Uma temperatura constante do molde, abaixo do ponto de amolecimento do material, é o objetivo do produtor, e isto, em geral é obtido por circulação de um fluido em temperatura constante através dos canais do molde.
Tipos de prensas de injeção:
Algumas injetoras de pistão são equipadas com um dispositivo de dosagem que permite fornecer ao cilindro a quantidade exata de material para encher o molde. O cilindro injetor pode ser de pistão ou de rosca.
As máquinas de êmbolo podem possuir um cilindro de pré-aquecimento de rosca, que proporciona maior rapidez de injeção porque o pistão passa a atuar diretamente sobre o material fundido e não mais sobre o material em grânulos.
As máquinas com pré-plastificação de rosca proporcionam ótimos resultados e uma melhor dispersão dos pigmentos misturados a seco.
Componentes de uma máquina injetora
- Os principais elementos componentes das máquinas injetoras são:
- A unidade injetora que compreende o dispositivo de alimentação e dosagem, plastificação e injeção.
- A unidade de fechamento incumbida de abrir e fechar o molde.
- O cilindro de injeção deverá apresentar zonas de aquecimento cuidadosamente termoreguladas.
- O torpedo dos cilindros injetores de pistão serve para homogeneizar a massa fundida.
Molde de injeção
Um bom desenho do molde é um pré-requisito para a produção de artigos moldados de boa qualidade, e nenhum artifício de controle de máquina, por mais original que seja, é capaz de melhorar os produtos obtidos com um molde mal desenhado.
Dentre as outras variáveis que influenciam o desempenho do molde, pode-se citar:
- Número de cavidades do molde.
- Peso do material em cada injeção.
- Ciclo de moldagem.
- Força de fechamento do molde.
- Abertura do molde.
- Alimentação.
- Resfriamento.
- Aquecimento.
- Contração do plástico.