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   O tratamento e destinação final do lixo urbano é um problema internacional a ser equacionado. Sua discussão depende de informações técnicas para avaliação e definição das políticas, estratégias e tecnologias a serem implantadas.    O lixo urbano não deve ser entendido simplesmente como aquele montante entregue nos aterros sanitários. Há que se considerar também, os materiais recicláveis, papéis, papelão, plásticos, vidros, sucatas metálicas, etc., garimpados nas ruas, regiões industriais, aterros industriais, aterros clandestinos, antes de serem recolhidos pelos serviços de coleta.    Destacamos a necessidade de um amplo programa de conscientização e educação dos cidadãos no sentido de difundir os conceitos de reciclagem do lixo, não só como forma de reduzir os volumes a serem industrializados, mas também como forma de evitar a perda de recursos naturais adicionais, muitos deles não renováveis.    Os aterros sanitários utilizam, efetivamente para a disposição do lixo, cerca de 50% da área disponível.    O restante deve abrigar as bacias de recuperação e tratamento de chorume, arruamento, acessos, escritórios e área para fornecimento de material de empréstimo, que recobre cada camada de lixo depositado no aterro. Além disso faz-se necessário observar a reserva de 20% da área disponível, para preservação de essências naturais, regulamentadas pela Lei 4.771/65, complementada pela Lei 8.171 de 17/01/91.    A busca da industrialização do lixo urbano, recurso que visa eliminar aterros sanitários tem sido adotada em nível mundial, principalmente da exigüidade/custo de áreas para novos aterros junto às grandes cidades, e por pressões de ambientalistas, que vêm pleiteando medidas cada vez mais restritivas para a instalação e operação destes depósitos.    A lenta biodegradação do lixo faz com que até mesmo aterros sanitários desativados se tornem impróprios para uso por prazos superiores há 20 anos.    Visando este mercado, os conceitos ambientais e a industrialização do lixo, entendemos que deve ser incentivada e ampliada a participação das empresas privadas nos segmentos de serviços de tratamento e destinação do lixo urbano.    A privatização deste segmento permitirá a prestação de serviços de melhor qualidade, maior confiabilidade e um custo menor. Em contrapartida a municipalidade ficará capitalizada para investir em outros segmentos prioritários a comunidade.    Com tecnologia totalmente nacional, a primeira USINA DE DESTINO FINAL esta implantada em Niterói – RJ, e com essa tecnologia é possível reduzir até 80% do lixo orgânico colocado em aterros na cidade.

   O material não separado para reciclagem se transforma numa massa sem cheiro e contaminação que pode ser reaproveitada nas industrias.

Capaciadade de Processamento da Usina
Execução de uma usina de tratamento, redução de volume e destino final dos resíduos sólidos domiciliares tem a capacidade de processar 240Ton/dia de lixo orgânico
   O RSD (residuo solido doméstico), chega a usina de tratamento através de caminhões coletores/compactadores e é descarregado no fosso de recepção
   Um sistema com garra comandada por ponte rolante recolhe o material do fosso e encaminha para o sitema de rasgadores de sacos
   Rasgador de sacos de lixo
   Esteira imantada para separação de metais e transporte do lixo para área de seleção manual de materiais recicláveis, onde são separados: papel, plásticos, vidros e etc., estes mateirais reciclados representam em média 3% em peso do lixo processado e comercializado a certa de R$ 30/Ton
   Após a etapa de separação dos recicláveis, o lixo é encaminhado para o sistema de trituração, sendo reduzido a partículas de duas polegadas de diâmetro, que pela ação da gravidade, serão encaminhadas para um elevador de canecas continuo
   Elevadores de canecas
   Primeiro secador. Nesta etapa ocorre a primeira fase de redução de volume
   Os resíduos pré-secos são encaminhados continuamente através de um elevador de canecas até o silo um, que alimenta um sistema de transporte continuo helicoidal até o secador dois
   Secador dois
   O material totalmente seco e com diâmetro variando entre duas e três polegadas é direcionado através de um sistema de transporte mecânico, que consta de uma transportadora imantada (sistema U) e transportador continuo, até o silo, que tem a função de alimentar um sistema de transporte até o segundo triturador
   Após o resíduo atingir a granulometria adequada será conduzido através de um sistema pneumático até o silo de armazenamento final, onde o resíduo conclui a fase de inertilização do lixo e redução de volume
PRODUTOS PROVENIENTES DO LIXO DESIDRATADO
  • TARUGOS - Para substituir a queima da lenha evitando assim o desmatamento. Utilizados em fornos, olarias, cerâmicas, padarias, etc.
  • TIJOLOS - De alta resistência com a adição de barro vermelho
  • ASFALTO - Para mistura asfáltica com excelente resultado de impermeabilização




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